S&P melhora nota de crédito da Petrobras


Além da petroleira, outras 15 também empresas tiveram suas avaliações de crédito puxadas pelo aumento da nota do Brasil

A agência de risco S&P (Standard & Poor’s) elevou nesta 4ª feira (20.dez.2023) a nota de crédito da Petrobras e de outras 15 empresas brasileiras de BB- para BB. A perspectiva foi classificada como estável. O aumento foi puxado pela melhora da nota do país, que também passou de BB- para BB na 3ª feira (19.dez).

Segundo a agência, por essas empresas estarem fortemente associadas ao ambiente regulatório nacional, elas tiveram suas notas igualadas ao índice do país soberano. “A S&P Global Ratings elevou os ratings na escala global de diversas entidades corporativas e de infraestrutura, cuja qualidade de crédito é direta ou indiretamente limitada àquela do governo soberano”, disse a agência. Eis a íntegra do comunicado (PDF 213 kB).

Vejo abaixo as empresas que tiveram seus índices elevados de BB- para BB:

  • BRF;
  • CESP (Companhia Energética de São Paulo);
  • Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia;
  • Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo);
  • Celpe (Companhia Energética de Pernambuco);
  • Companhia Energética do Rio Grande do Norte;
  • Cosan;
  • Cosan Lubrificantes e Especialidades;
  • EDP Espírito Santo;
  • Energisa Paraíba;
  • Energisa;
  • Energisa Sergipe;
  • MRS Logística;
  • Neoenergia;
  • Petrobras; e
  • Rumo

Outras 7 empresas também tiveram suas notas de crédito elevadas pela S&P. Contudo, por terem uma presença global mais robusta, elas não são limitadas pela nota soberana.

A Ambev teve sua nota de crédito elevada de BBB para BBB+. A Raízen, pos sua vez, foi de BBB- para BBB, enquanto a Localiza, Ultrapar e Nexa Resources foram de BB+ para BBB-. A Votorantim e a Votorantim Cimentos tiveram suas notas de crédito aumentadas de BBB- para BBB.

“Em nossa opinião, essas entidades estão mais isoladas das questões internas, seja porque têm uma presença global ou estão voltadas para a exportação, e a demanda por seus produtos não se correlaciona com a economia do Brasil; ou porque têm alavancagem muito baixa e sólida liquidez, apesar de sua exposição à economia doméstica”, diz o comunicado da S&P.





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