Telescópio NEOWISE completa 10 anos e será aposentado em 2025


No aniversário de 10 anos da missão estendida do telescópio espacial infravermelho NEOWISE, a NASA anunciou o seu fim próximo. Especialista na detecção de cometas e asteroides próximos da Terra, o instrumento está prestes a cair em nosso planeta por causa do máximo solar.

A cada 11 anos, nossa estrela passa por um período conhecido como ciclo solar, no qual sua atividade aumenta gradualmente até atingir um pico — chamado máximo solar — e, em seguida, sofrer um declínio.

Em dezembro de 2019, o Sol entrou no ciclo atual, de número 25, com o máximo solar previsto para o próximo ano. À medida que a atividade solar aumenta, a atmosfera mais externa da estrela se expande, causando um arrasto nas órbitas de objetos pequenos.

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Um desses objetos é o telescópio NEOWISE, que orbita a Terra a uma distância bem inferior que o telescópio James Webb. Com o efeito de arrasto causado pela atividade solar mais intensa, o NEOWISE diminui sua velocidade e, por consequência, a gravidade terrestre exerce maior influência sobre ele.

Por isso, não deve demorar muito até que a queda do instrumento na atmosfera da Terra seja inevitável. A NASA espera que, no início de 2025, a espaçonave caia em direção ao planeta o suficiente para se tornar inutilizável. Por fim, atravessará nossa atmosfera e queimará completamente.

A missão do telescópio foi estendida em 13 de dezembro de 2013, ou seja, completou uma década de observações e descobertas há poucos dias. Entre os feitos do NEOWISE, estão a detecção de um novo cometa e mais de 3.000 asteroides próximos à Terra. Além disso, colaborou com a criação de estratégias de defesa planetária para caso alguma rocha espacial ameace nosso mundo.

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Amy Mainzer, investigadora principal da missão na Universidade do Arizona em Tucson, disse que o “NEOWISE mostrou a importância de ter um telescópio infravermelho de pesquisa espacial como parte da estratégia de defesa planetária da NASA, ao mesmo tempo que mantém o controle sobre outros objetos no sistema solar e além”.

Fonte: NASA



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